| É só querer |
| Não são pequenas as transformações do país retratadas nos últimos tempos nas páginas de uma revista como EXAME - felizmente. Basta lembrar que até recentemente ser brasileiro significava pertencer a uma sociedade fadada ao fracasso. Quem tem mais de 30 anos deve se lembrar da incômoda sensação - quase uma certeza - de que nunca seríamos capazes de lidar com as nossas mazelas. Era como se o caos econômico, a desigualdade social e a corrupção desenfreada fizessem parte de um cenário imutável. Vencer essa resignação e provar que o amanhã pode ser melhor que o hoje foi talvez a maior conquista do país nos últimos 15 anos. A reportagem de capa desta edição nos mostra a face de um novo país. Nas últimas semanas, a repórter Fabiane Stefano e a editora Cristiane Mano investigaram os meandros do mercado brasileiro e colheram uma safra de dados que impressionam. Estamos construindo um dos maiores mercados consumidores do mundo. A combinação entre crédito acessível, renda mais alta e confiança renovada no futuro alimenta um novo ciclo de compras, que, por sua vez, impulsiona o crescimento. Não se trata de uma constatação no abstrato terreno do debate econômico. Por trás do ciclo, a reportagem mostra faces reais de quem está estudando mais, viajando mais, consumindo mais - enfim, progredindo e vivendo melhor. Também são pessoas de carne e osso que surgem em outra reportagem, da editora Roberta Paduan, sobre as primeiras vitórias contra a chaga da informalidade (ou ilegalidade). É inacreditável que um país como o Brasil mantenha metade de seus trabalhadores no limbo, ainda mais quando se constata, como fez Roberta, a mudança na vida de quem obtém registro em carteira e "vira gente" pela primeira vez. São provas de que podemos, sim, andar para a frente - e que temos tudo para desatar os muitos nós que ainda existem em nossa sociedade. Basta querer. André Lahóz |
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| Consumo, a força que move a economia |
| Renda, emprego e crédito estão promovendo um ciclo de consumo sem precedentes no país |
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| A eleição da internet |
| Com o dobro de eleitores conectados desde o último voto presidencial, os partidos estão cada vez mais de olho na internet |
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| "Não tenho plano B" |
| A Brasil Foods inicia uma campanha para aprovar a compra da Sadia sem restrições no Cade |
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| Um programa para chamar de seu |
| Para atrair a atenção de consumidores, empresas decidem criar suas próprias atrações na TV |
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| Tremei, Obama |
| O apresentador Glenn Beck chora, convoca passeata, vende milhões de livros - tudo, diz ele, para impedir que Barack Obama leve os Estados Unidos ao socialismo |
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| Comprar é só o começo |
| Depois de uma série de aquisições, a Dasa, maior laboratório de análises clínicas do país, enfrenta o desafio de unificar operações e ganhar eficiência |
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| A web vai ficar para trás? |
| Os programas para smartphones começam a rivalizar com os sites da internet e podem representar uma transformação comparável ao surgimento da web |
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| As finanças agora são 2.0 |
| As redes sociais mostram seu poder no mercado financeiro |
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| Formalização: o Brasil começa a andar na linha |
| O fortalecimento da economia e o aperto dos fiscos têm possibilitado um movimento de milhares de negócios - e milhões de pessoas - em direção ao mercado formal |
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| Procura-se: remédio contra a velhice |
| Antiga especialidade de charlatões, a busca pelo elixir da juventude hoje atrai cientistas e gigantes da indústria farmacêutica |
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| "Chegou a vez das empresas emergentes" |
| Especialista em fusões e aquisições, Ravi Madhavan diz que as companhias de países como o Brasil buscam expandir cada vez mais seus negócios no exterior |
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