Brasil Foods assusta varejistas

Posted on sexta-feira, 22 de maio de 2009 by Anônimo

22 de maio de 2009
Nesta edição: Sadia, Perdigão, Brasil Foods,mercado imobiliário, dólar, Roubini, Ambev, OHL, André esteves, Credit Suisse, Azul, Gol, TAM, Infinity Bio-Energy, Bradespar, CPFL, Marítima, Cosan, Shell, João Paulo Diniz, Luciano Huck, Pedro Paulo Diniz

Sadia e Perdigão criam gigante de alimentos e assustam varejistas
Brasil Foods nasce com R$ 10,4 bilhões em dívidas, mas emitirá ações para levantar capital
A união de Sadia e Perdigão criou a maior processadora de carne de frango do mundo e a décima maior companhia do setor de alimentos das Américas - números que assustaram os varejistas. Temendo o nivelamento de preços e prazos, o setor já se prepara para diversificar, abrindo espaço para marcas menores.

Luiz Fernando Furlan, presidente do conselho de administração da Sadia, apressou-se a afirmar que a Brasil Foods, como foi batizada a nova companhia, não irá elevar preços. A companhia nasce com uma dívida de R$ 10,4 bilhões, mas espera reforçar seus caixa com a emissão de R$ 4 bilhões em ações.
 
Com enxurrada de dólares, cotação volta aos R$ 2
Presidente do Banco Central alerta o mercado para euforia exagerada com câmbio
Com uma rapidez impressionante, o mercado de câmbio foi inundado por dólares nos últimos dias. A entrada de moeda americana no Brasil nas duas primeiras semanas de maio ultrapassou US$ 2 bilhões, revertendo de negativo para positivo o fluxo cambial no ano e fazendo com que a cotação do dólar voltasse para cerca de R$ 2. O Banco Central chegou a intervir, comprando mais de US$ 1 bilhão e evitando que a moeda recuasse abaixo de R$ 2.

Os analistas afirmam que, com a melhora do cenário econômico, os investidores voltaram a aplicar no Brasil. Mesmo com as recentes reduções na taxa Selic, os juros do país continuam atrativos. Mas alertam que, assim como chegaram, esses recursos podem sair do país caso haja uma piora. O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, vem alertando o mercado para a euforia excessiva com o câmbio.

O dólar barato incentiva as importações e, por outro lado, encarece os produtos brasileiros no exterior - o que significa ganhos menores para os exportadores. Se persistir nesse patamar, o resultado poderá ser visto na balança comercial nos próximos meses.
Mercado imobiliário reage e vendas voltam a crescer
Pacote habitacional e ampliação do crédito para usados ajudam o setor a se recuperar da crise
Após um começo de ano difícil, o mercado imobiliário retoma o fôlego e as vendas voltam a subir. No segmento de usados, a concessão recorde de financiamentos ajudou a levar as vendas ao patamar pré-crise. A procura por imóveis novos também cresceu.

Neste final de semana, a Caixa realiza o 5º Feirão da Casa Própria em São Paulo, oferecendo 100.000 imóveis novos e usados a preços que variam de R$ 30.000 a R$ 1,5 milhão. O evento tem entrada gratuita e permitirá a compra por meio do programa Minha Casa, Minha Vida, que oferece crédito para famílias com renda de até dez salários mínimos na compra de imóveis de até
R$ 130.000. Veja como obter o financiamento.
Câmara inviabilizou o cadastro positivo, diz ACSP
Para especialista, projeto aprovado pela Câmara fará com que bancos não utilizem o cadastro
Após seis anos de discussões, a Câmara aprovou o projeto que cria o cadastro positivo, um banco de dados que reunirá as informações de crédito de bons pagadores. Inspirado em experiências bem-sucedidas em países como Estados Unidos e Chile, o projeto é uma das maiores apostas do governo, varejistas e instituições financeiras para ajudar a baixar as altas taxas de juros cobradas pelos bancos brasileiros.

O superintendente-geral da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Mário Aranha, ressalta que o projeto aprovado tem defeitos que vão impedir que o cadastro positivo atinja seus objetivos - como, por exemplo, o alto custo para bancos e varejistas que desejarem consultar o histórico de pagamentos dos bons pagadores.
 
Brasil vai encolher até 1% em 2009, diz Roubini
Em visita ao país, economista afirma que recuperação dos EUA será lenta
De passagem pelo Brasil, o economista Nouriel Roubini, que ganhou fama por suas previsões sobre a crise global, não deixou de lançar suas expectativa para a economia do país. Pelo seus cálculos, o PIB brasileiro ficará estável ou, no máximo, encolherá 1% neste ano. As commodities, ressalta, poderão atrasar a recuperação do país, já que devem demorar a subir.
Ambev investe em fábrica e centro de distribuição
Enquanto amplia operações, empresa terá de enfrentar ação por comercial com Ronaldo
Diante do crescimento das vendas de bebidas no Brasil, a AmBev decidiu investir R$ 240 milhões em uma nova fábrica em Minas Gerais. O anúncio veio na sequência da inauguração de um novo centro de distribuição na região metropolitada de Porto Alegre. Para 2010, a companhia já planeja a inauguração de uma nova maltaria no Rio Grande do Sul, que receberá R$ 213 milhões em investimentos.

Enquanto isso, a companhia se verá às voltas com uma ação na Justiça. O Ministério Público Federal em São José dos Campos (SP) está movendo uma ação pública contra a Ambev por conta do anúncio em que o jogador Ronaldo aparece como garoto-propaganda da Brahma.
EXAME abre inscrições para especiais de 2009
Empresas já podem se cadastrar para M&M, Guia EXAME de Sustentabilidade e Pequenas e médias empresas que mais crescem
As empresas de todo o Brasil já podem se cadastrar para participar das edições 2009 de MELHORES E MAIORES, do Guia EXAME de Sustentabilidade e da pesquisa Pequenas e médias empresas que mais crescem, realizada por EXAME PME. No Portal EXAME os interessados encontrarão os formulários para inscrição, as orientações para preenchimento, as metodologias utilizadas em cada publicação e os canais para esclarecimento de dúvidas.

O prazo para entrega das informações varia: ainda indefinido para o MELHORES E MAIORES, até 13 de junho para o Guia EXAME de Sustentabilidade e até 5 de junho
para a pesquisa Pequenas e médias empresas que mais crescem.
 
Novas concessões rendem pouco para a OHL
EcoRodovias ganha a concessão da Ayrton Senna/Carvalho Pinto perdida pela Triunfo
A OHL, concessionária que arrematou cinco dos sete trechos de rodovias federais leiloados em outubro de 2007, não conseguiu o retorno esperado com o investimento. O tráfego das rodovias ficou 22% abaixo do estimado. Na avaliação da corretora Ativa, a receita foi baixa porque as praças de pedágio ainda não estão operando em sua totalidade. Além disso, as condições de financiamento consideradas possíveis na época do leilão já não refletem as taxas de juros cobradas após a piora da crise.

Já a EcoRodovias, que administra as rodovias Anchieta e Imigrantes, vai incluir em seu portfólio a Ayrton Senna/Carvalho Pinto. O trecho havia sido perdido pela Triunfo, que não pagou os valores referentes à outorga.
Japonesa compra 50% da Marítima
A Marítima vendeu metade de suas operações para a Yasuda, subsidiária de uma das maiores seguradoras do Japão. A operação, antecipada por EXAME, custará aos japoneses cerca de R$ 400 milhões, e o controle da empresa será repartido com os atuais donos.
Desarmando o concorrente
A BTG, firma de investimentos de André Esteves, acaba de contratar um time de sete executivos do banco Credit Suisse. Eles passam a integrar a equipe do BTG Pactual, arqui-rival do Credit Suisse no mercado brasileiro.
Diniz e Huck deixam negócio
João Paulo Diniz, Luciano Huck, Pedro Paulo Diniz e Edsá Sampaio deixaram de ser sócios da Pousada Maravilha, localizada em Fernando de Noronha (PE). Em nota, João Paulo Diniz afirmou que a venda só ocorreu devido ao surgimento de uma boa oportunidade de negócio.
Infinity em recuperação judicial
Após sofrer com atraso na entrega de equipamentos, a Infinity Bio Energy entrou em recuperação judicial. A empresa destaca que a forte retração no crédito também contribuiu para a necessidade de reorganização de capital.
Bradespar vende ações da CPFL
A Bradespar se desfez de 16,6 milhões de ações ordinárias da CPFL Energia, correspondentes a 3,5% do capital social da empresa. O objetivo da holding do Bradesco é utilizar o dinheiro para reduzir seu endividamento, que ultrapassa R$ 1 bi.
Cosan vende ativo para a Shell
A Cosan vendeu seu negócio de combustíveis de aviação para a Shell por US$ 75 milhões. Em comunicado, a companhia explica que os ativos não eram estratégicos. Com a venda, além de aumentar sua liquidez, a empresa sucroalcooleira mantém seu foco de investimento.
Azul ganha mercado
A novata Azul já está tirando mercado das experientes Gol e TAM. Segundo a Anac, a companhia foi a única a crescer em abril, o que mostra que sua estratégia de voos regionais a preços reduzidos está dando certo.
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