Aos 51.000 pontos, a Bovespa ficou cara?

Posted on sexta-feira, 8 de maio de 2009 by Anônimo

08 de maio de 2009
Nesta edição: Ibovespa, GM, Fiat, Chrysler, Volks, Porsche, Renault, Nissan, Vale, TAM, AmBev, Gerdau, Merrill Lynch, Bank of America, Citibank, Prescott, Mundell, Gillette, Ronaldo, TIM, Warren Buffettt, Carrefour, Gimenes, Advent, Cetip

Aos 51.000 pontos, a bolsa ficou cara?
Analistas dão boas razões para a Bovespa subir mais - ou para realizar lucros
Recordando os melhores momentos do mercado acionário nos últimos anos, o Ibovespa engatou um movimento de alta e ultrapassou a barreira dos 50.000 pontos. Os investidores no Brasil começaram a descobrir os ETFs, fundos de índices negociados em bolsa como ações, e algumas papéis chegaram a superar os preços nos quais se encontravam às vésperas do estouro da crise, em setembro de 2008. Aos poucos, as corretoras voltam a diversificar suas carteiras, incluindo também ações de small caps. Mas será que essa trajetória de valorização vai se sustentar? Analistas consultados por EXAME apresentam boas razões para a bolsa continuar subindo e também para iniciar uma bela realização de lucros.
 
GM quer 30% da Fiat em troca das operações na AL
Prejuízo da montadora americana no primeiro trimestre chegou a US$ 6 bilhões
Após contabilizar prejuízo de US$ 6 bilhões no primeiro trimestre, a General Motors (GM) propôs à Fiat trocar suas operações na Europa e na América Latina por 30% da montadora italiana, publicou nesta quinta-feira The New York Times. Segundo o jornal, a Fiat estaria disposta a ceder menos de 10% de suas operações.

A montadora já havia anunciado planos de adquirir a Opel, unidade alemã da GM, com o objetivo de criar uma gigante do setor. Incluindo no negócio a Chrysler - que pediu concordata nesta semana - e outras montadoras européias, a Fiat atingiria produção equivalente à da Renault/Nissan. Já a Porsche propôs à Volkswagem - da qual é acionista majoritária - a fusão das empresas.
Brasil tem quatro casos confirmados de gripe suína
Para Merrill Lynch, doença não trará impactos para a economia do país
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, confirmou na noite desta quinta-feira quatro casos de influenza A H1N1, a gripe suína, no Brasil. Dois deles foram registrados em São Paulo, um no Rio de Janeiro e um em Minas Gerais. Os pacientes, todos adultos, contraíram o vírus no exterior e, segundo o ministro, não estão em condições de transmitir a doença a outras pessoas. \"Todos passam bem\", destacou Temporão, ressaltando que a situação está sob controle.

Para o banco de investimento Merrill Lynch, a doença deve impactar o Produto Interno Bruto (PIB) do México, que é o centro da epidemia, mas não deve provocar estragos nas economias de outros países, como o Brasil.
Ronaldo dá lucro milionário a patrocinadores e ao Corinthians
Jogador garantiu um retorno milionário àqueles que apostaram nele
O retorno triunfal de Ronaldo aos gramados, depois de meses de ostracismo, escândalos e até especulações sobre o fim de sua carreira garantiu comemorações não só ao jogador, mas também ao time que o acolheu e aos patrocinadores que apostaram em seu talento. A triangulação rendeu uma gorda conta bancária a Ronaldo, o título de campeão paulista ao Corinthians e uma inigualável visibilidade aos patrocinadores do time.

Inédita no mundo, a estratégia prevê a destinação ao jogador de parte das receitas obtidas pelo time com a venda de patrocínio após sua chegada - e lança a chance dos clubes brasileiros repatriarem outros craques no futuro, como Kaká ou Ronaldinho Gaúcho.
 
Investidores sacam R$ 1 bilhão da poupança em abril
Mantega afirma que pequenos poupadores não terão perdas com mudanças na caderneta
Os investidores sacaram R$ 1 bilhão da poupança em abril. Esse foi o segundo mês consecutivo de retiradas, sendo que em março outros R$ 847 milhões já haviam deixado a caderneta. A fuga de recursos coincide com a volta da discussão sobre mudanças na rentabilidade da poupança. O governo já informou que vai promover alterações com o objetivo de evitar que a caderneta venha a render mais que os fundos de investimento, dada a trajetória de redução da taxa básica de juros (Selic). Na avaliação do Banco Central, a baixa inflação garante as condições necessárias para novos cortes na taxa. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, entretanto, ressaltou que os pequenos poupadores não devem se preocupar, pois não sofrerão perdas.
Bancos americanos precisarão de mais US$ 75 bilhões
Bank of America e Citigroup estão entre as dez instituições que necessitam de novos aportes
Dez dos 19 bancos americanos que passaram por testes estresse precisarão receber mais capital. Os órgão reguladores americanos informaram que essas instituições terão de levantar US$ 74,6 bilhões. O Bank of America é o banco que mais precisa de recursos - US$ 34 bilhões -, mas Wells Fargo, Citigroup e Morgan Stanley também estão na lista.

Grandes investidores internacionais, de acordo com o Itaú Unibanco, estão interessados em adquirir as ações do banco que pertencem ao Bank of America. A instituição, juntamente com Banco do Brasil e Bradesco, está entre os sete bancos da América Latina e dos Estados Unidos que apresentaram rentabilidade positiva.
Resultados de Vale e Gerdau decepcionam investidores
Já AmBev e TAM apresentaram lucro acima do esperado pelo mercado
Duas gigantes do capitalismo brasileiro - a Vale e a Gerdau - decepcionaram ao divulgarem resultados trimestrais mais fracos que o previsto. A reação do mercado foi imediata. As ações preferenciais da Gerdau (GGBR4) recuaram 4,98%, para R$ 17,91, no pregão desta quinta-feira (7/5) enquanto as da Vale (VALE5) sofreram retração de 3,22%, para R$ 32,08.

Por outro lado, TAM e AmBev surpreenderam ao anunciar resultados melhores que o previsto. As ações da TAM (TAMM4) dispararam 13,42%, para R$ 19,85, após a companhia anunciar aumento de 22% em seu lucro líquido. Na AmBev, o aumento do lucro chegou a 32,2%, para R$ 1,6 bilhão.
 
Pacote de Obama é um desestímulo, diz Prescott
Ícones da economia mundial veem problemas em medidas adotadas pelos EUA
O Nobel de Economia em 2004, Edward Prescott, acredita que o pacote de estímulo de Obama não se diferencia muito das más políticas econômicas que levaram à crise global. Segundo ele, as medidas desestimulam os Estados Unidos, e não há como afirmar que o pior da crise já passou. Joseph Stiglitz, ex-economista-chefe do Banco Mundial, é enfático ao afirmar que o plano de socorro a bancos vai, na verdade, salvar banqueiros e acionistas. Mas, para o Nobel de Economia de 1999, Robert Mundell, os Estados Unidos e a China serão os primeiros países a sair da crise - e não deve demorar muito. Mundell, Prescott e outros ícones da economia estarão reunidos no EXAME Fórum, que acontece na próxima segunda-feira, em São Paulo.
Gillette vai patrocinar a seleção
A Gillette, marca da multinacional americana Procter&Gamble, será um dos patrocinadores da seleção brasileira de futebol na Copa de 2010. O patrocínio será o maior investimento de marketing da marca no Brasil no próximo ano fiscal, que começa em julho. Os valores do contrato são mantidos em sigilo.
Marfrig negocia com Bertin
O frigorífico Marfrig e o grupo Bertin estão negociando oportunidades de negócios para enfrentar a crise. Segundo o Valor Econômico, uma possível fusão fortaleceria ambas as empresas, e poderia contar com capital do BNDES.
Carrefour faz proposta por Gimenes
Interessado em expandir os negócios no Brasil, o Carrefour apresentou duas propostas pela rede de supermercados Gimenes, que encontra-se em recuperação judicial: pagar R$ 55 milhões por 22 de suas 23 unidades ou levar 12 lojas por R$ 46 milhões.
TIM desativa 1 milhão de linhas
Após ver seu prejuízo crescer 15% no primeiro trimestre, a TIM decidiu desativar 1 milhão de linhas de clientes inadimplentes ou que não faziam recargas em pré-pagos há muito tempo. A empresa espera recuperar receita já no próximo trimestre.
Nem Buffett escapou da crise
O megainvestidor Warren Buffett reconheceu que sua empresa, a Berkshire Hathaway, terá prejuízos com derivativos. Apesar de ver um cenário sobrio para a economia Buffett, acredita que os esforços do governo podem ter resultados positivos.
Fundo negocia fatia da Cetip
A venda de até 30% da Cetip, câmara de compensação e liquidação de títulos privados de renda fixa e derivativos de balcão, para o fundo de private equity Advent deve ser definida nesta sexta-feira. Os acionistas da Cetip se reúnem para votar a proposta, estimada em R$ 350 mi.
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