Eurípedes Alcântara Diretor de Redação | | Caro leitor, para ir diretamente ao índice completo da revista, o link é este: http://veja.abril.com.br/newsletter/newsletter.html Nesta semana deu gosto especial escrever a newsletter. Fizemos uma revista que, sem falsa modéstia, ficou muito boa, do princípio ao fim. Começo pelo fim. O artigo quinzenal de Roberto Pompeu de Toledo sobre José Sarney é uma obra-prima de enquadramento do perfil de um político. Pompeu explica como Sarney se tornou o "oligarca perfeito", aquele líder que parece um devotado servidor da democracia mas, no fundo, é mesmo um campeão do atraso, "tanto por antiguidade quanto, sobretudo, por mérito". O articulista da última página de VEJA cita o escritor peruano Vargas Llosa, que, referindo-se ao PRI, partido que dominou a política mexicana por quase todo o século passado, disse que ali inventaram a "ditadura perfeita", com um jeito de governar sem prestar contas a ninguém mas dando a impressão de que o faziam dentro da ordem institucional. Conclui Pompeu: "Sarney criou o oligarca perfeito". | | Na entrevista de Páginas Amarelas, Víctor Hugo Cárdenas, líder da oposição na Bolívia, critica o presidente Evo Morales pelas razões que nós brasileiros não poderíamos suspeitar. Cárdernas diz que Evo não é índio de verdade e que seu governo está incentivando o racismo às avessas, contra os não índios. Confuso, não? Mas são nossos vizinhos, e a vida política deles acaba tendo influência sobre o Brasil. VEJA volta a tratar do assunto da condenação de Eliana Tranchesi, dona da loja dos ricos brasileiros, a Daslu, de São Paulo. Muita gente se indignou com a condenação a 94 anos de Eliana. É muito mesmo? Quando se compara com a condenação de homicidas e sequestradores, parece mesmo uma estupidez que desmoraliza a própria Justiça. Nossa matéria explica que sonegação dá cadeia mesmo aqui e em outros países e que, em relação aos valores sonegados, a pena da Eliana Tranchesi não é absurda. Certamente, a pena será revista pelos tribunais superiores, mas ela funciona já como um aviso de que sonegação é crime sim e dos mais graves. | | Na mesma linha, VEJA revisita o caso da ação da Polícia Federal na empreiteira Camargo Corrêa. A reportagem mostra que a única irregularidade cometida pela Polícia Federal foi a invasão do departamento jurídico da empresa. Tudo o mais encontra amparo na Constituição. Aliás, os indícios encontrados não deveriam causar tanta indignação, quando se sabe que as empreiteiras têm uma ampla e conhecida história de financiamento de campanhas e promiscuidade com a coisa pública. Uma reportagem pequena mas contundente revela como os promotores paulistas estão tentando retomar milhões de dólares que o ex-prefeito Paulo Maluf é acusado de ter desviado dos cofres públicos e enviado a paraísos fiscais. Se não conseguimos mesmo punir os corruptos, pelo menos é um consolo saber que não é impossível recuperar parte da fortuna que eles amealharam no poder. Vale a pena conferir a reportagem de André Petry, correspondente de VEJA em Nova York, sobre o encontro do G-20 em Londres. No final, a reunião foi um sucesso, pelo menos em termos de alinhamento de todos os poderosos do mundo sobre as causas e os remédios imediatos e de longo prazo para a atual crise econômica global. Espantaram-se os fantasmas da desglobalização e da volta do protecionismo. Acertaram-se os ponteiros na regulação das finanças mundiais e no cerco aos paraísos fiscais. Aliás, o presidente brasileiro foi uma das estrelas do encontro. Ele se sentou ao lado da rainha Elizabeth II para a foto oficial do G-20. Depois foi saudado por Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, como o "político mais popular do mundo". Obama disse ainda: "Adoro esse cara... Esse é o homem". Nada mau para Lula, que, internamente, vem sofrendo algum desgaste de popularidade nas pesquisas, como resultado do aumento do desemprego no Brasil. Nesta semana estreia o primeiro vídeo dos muitos que espero ainda acrescentar à newsletter. Nele, Carlos Graieb, editor executivo de Artes & Espetáculos, fala sobre os destaques da semana: a crítica do novo filme do lendário cineasta polonês Andrzej Wajda e a vida feliz e anônima de Pete Best, que deveria ter sido um dos famosos beatles mas não foi. O editor executivo Carlos Graieb comenta reportagens de Artes & Espetáculos Clique na imagem para assistir ao vídeo
Meu caro leitor, fico por aqui. Se quiser mandar-me comentários, sugestões e críticas, por favor, use o endereço diretorveja@abril.com.br Um forte abraço e até a próxima semana, Eurípedes Alcântara Diretor de Redação
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